A condição de ser sozinha

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Ser sozinha é difícil, por vezes chega a doer, mas a gente se adapta depois de muitos anos fazendo parte dessa brincadeira. Já passou da questão de estado, não é sobre estar só, nunca foi algo temporário: é permanente. Já me incomodou bastante, mas depois de certa idade a gente deixa de achar um absurdo e entende que esse pesado “sozinha” pode ser tranquilamente uma condição humana. Via tanta beleza na solidão, achava até graça, conseguia fazer piada de tudo isso. Hoje em dia não desgosto, só me sinto mais conformada do que confortável.

A parte mais complicada desta condição é aquele nosso clássico tentar mudar de quadro, porque tem mudança que é favorável e possível, mas outras simplesmente não vão acontecer. A vida tem dessas, ela segue o seu curso, e esse caminho nem sempre condiz com a tua vontade mais íntima. Em muitas dessas tentativas eu quis me doar, ser amparo do outro, aquele lance meio masoquista de esmagar a sua felicidade e doar o que sobra pra quem não está bem. Me sentia muito útil, embora seguisse, a cada dia, mais esgotada. Era aquela equação furada do não tenho energia = pelo menos deixei alguém melhor. Nunca esperei nada do outro. Sou sozinha. Ajudava de bom grado. Até o momento em que comecei a sentir aquela coceira de poxa, poderia ser recíproco? Aceitei que precisava da troca com outra perspectiva – tem que haver reciprocidade, mas sabendo que nunca vai ser à altura. Outra conta que não fecha, mas sou o tipo de pessoa que nem percebe o quanto se engana o tempo inteiro.

Se brincar de tanto entalar, o saco ficou cheio. E uma hora esse saco estoura e não tem santo que dê conta da sujeira.

Dei um basta dessa espera que só servia pra me sugar energia e no momento me esforço pra transformar o “ser sozinha” em um estado permanente de amor próprio. E digo estado, porque condição é uma coisa que a gente adquire a longo prazo e com passos bem curtos – ou simplesmente nasce assim (não foi o meu caso).

Disso tudo aprendi que o egoísmo não é, necessariamente, uma coisa ruim. Se é para ser sozinha, que seja tendo um pouco mais de cuidado comigo. Então, se por ventura eu abrir mão de oferecer o bom e velho ombro amigo, não se ofenda: tô tentando me preocupar um pouco mais comigo do que com os outros, dado que nunca tive habilidade para isso. Quero pelo menos saber como funciona para decidir se quero mesmo seguir meu caminho como um ser humano pelo menos uns 70% altruísta. Porque ser 100% é um negócio que demanda muito desprendimento e, sinceramente, não vale a pena se esgotar tanto assim. Pode soar até um pouco arrogante, mas a ingratidão humana é um negócio tão insuportável que não consigo mais olhar e pensar que ok, um dia vou me adaptar e lidar de uma forma neutra com isso. Como toda transição, o corpo deve estar preparado para escoriações – e me desprender por completo daquele antigo perfil doador e receptivo tem doído até fisicamente. Essas coisas bem com tempo, e como já dizia Bowie, time may change me, but I can’t trace time. Quem diria, olha lá a máxima do vida que segue fazendo muito sentido.

Ser sozinha pode seguir sendo um conformismo, só espero que em algum momento possa abraçar minha condição pela perspectiva de alguém que se ama. Vamos ver se dou conta.

 

(este post faz um total zero de sentido e pode ser deletado no futuro, mas precisava desabafar)

Lidy com isso! #05 – Literatura para correr

OI, GENTE BONITA!

Presenciei um milagre na última semana: consegui um emprego fixo. Isso mesmo. Ainda estou em choque, fiquem surpresos comigo. Claro que a novidade trouxe muita correria e abalou todo o planejamento do blog e do canal, mas estamos aí fazendo o que está ao alcance no momento. Não vou abandonar nada apesar do emprego, só vou deixar a desejar neste comecinho, enquanto encontro meu ritmo.

Por hora, deixo mais um vídeo no ar, desta vez falando sobre “literatura para correr”. Livros onde a corrida é a protagonista.

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Lidy com isso! #04 – Besançon: estudando na França

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Comoassim fiz um canal e ainda não  tinha dedicado um vídeo a essa cidade maravilhosa? Sim, são cinco minutos falando sobre Besançon e meu curso na França. Mas bem, pra quem tem curiosidade sobre o intercâmbio que fiz, tá tudo bem explicadinho e resumido.

Linkei os posts que fiz sobre Besançon pro meu blog antigo aqui, caso tenham se interessado e queiram saber mais:

Besan…quoi?
Besançon, França – as primeiras impressões
Besançon em linhas gerais

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Como lidar – acrescentando atividade física no cotidiano

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2016, fevereiro (quase março! Que glória esse ano passando rápido), e aquele projeto de ser mais saudável, como vai? Para quem é 100% sedentário a meta deve ser um fardo, imagino. E bem, se você precisa forçar, não poder ser algo bom – e isso serve para tudo na vida, inclusive para relacionamentos (fica a dica). Por isso aconselho todo mundo a achar alguma coisa prazerosa pois sim, praticar atividade física é muito importante. Não estou falando em Geração Pugliesi, Geração Saúde – aliás, por que esse termo virou motivo de zoação? – mas de cuidar do próprio corpo. Do interno, não do externo.

Nós não temos noção do quanto uma rotina saudável pode ser favorável até pegar aquele exame de sangue maroto. Posso parecer uma tia velha por abordar esses assuntos tendo apenas 24 anos, até eu achava meio absurdo. Mas notei o quanto minha rotina saudável me ajudou a superar muitas dessas dores psicológicas que encaramos sempre.

O assunto rende muitos tópicos, claro, e quero falar sobre isso sempre que possível. Para começar, compartilho com vocês um pouco do que fiz para criar “disciplina” com os exercícios. Faço academia e natação, mas algumas dicas valem pra quem faz dança, crossfit, ou qualquer outra atividade física!

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Horário!

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Estabelecer um horário e ser fiel a ele ajuda muito. Quando você faz alguma modalidade de dança é mais fácil porque tem horário pré-definido. Para academia pode ficar difícil pois muitas opções. É de ficar maluco, não dá pra saber o que escolher direito, se organizar… minha dica é experimentar todas as modalidades e a partir disso montar seu cronograma. Sim, minha rotina semanal é a mesma. Quando quero fazer algo “diferente”, encaixo no horário da tarde. Por exemplo: toda terça faço aula de corrida às 6h45. Tem jump no mesmo horário, que eu amo. Mas se der muita vontade de fazer procuro um horário à tarde ou à noite. É um extra, pra não bagunçar meu esquema de horários pela manhã.

Não encare como obrigação

Já disse no início: se tá insuportável e você sente que não é pra você, não insista. Por isso digo para tentar várias modalidades na academia, um esporte, uma dança, rolê de bike, o que se encaixa melhor ao seu estilo. Viu, tem até opção que não precisa pagar para fazer! Tendemos a nos prender ao “eu paguei, então tenho que ir”, e essa é a maior burrada da vida. Há muitas opções hoje em dia, se uma não deu certo, deixe essa fila andar e procure outra coisa.

É o seu momento

PARECE conselho de revista feminina clichê, mas não é. Pensar que é um momento seu, pra focar na sua saúde e nada mais, ajuda bastante. Tão seu que não importa a opinião dos outros. É você se cuidando longe do olhar do outro. A partir desta pespectiva fica mais fácil entender que aquilo vai ocupar só 10% do seu tempo diário e é para o seu bem. No máximo vai te afetar com uma dor muscular, mas ela passa.

Is it too late now to say sorry?

Insisto muito na playlist pois: fundamental, belíssima, favorável. Pensava que dava para sobreviver em academia com a trilha ambiente, mas o universo sempre me dizia que não. Ontem, por exemplo, entrei no salão da musculação e estava tocando… everybody hurts. É.

Ter uma playlist de músicas animadas é bom para tudo: não deixar a bad tomar conta, cantar junto na hora da procrastinação e pra te dar um gás na hora da atividade física. Te distrai de uma forma quase natural: você empolga sem nem perceber e quando se dá conta opa, acabou a corrida ou o treino de musculação do dia 🙂 (o título é uma clara referência ao hit do nosso querido Bieber que tem agitado minhas atividades).

Naninha

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Algumas pessoas sofrem de insônia de verdade, outras empolgam mais que o indicado no celular ou computador. Ainda mais quando você passa o dia todo trabalhando, chega em casa podre, toma um banho e se joga na cama enquanto fica rolando a página do facebook, do tumblr, do twitter… quando você vê já é meia-noite e você está desde as 20h fazendo nada. Dormir é essencial e te ajuda a ter disciplina e seguir todos os conselhos que dei antes. Uma pessoa descansada tem mais disposição para se movimentar, então fazer uma forcinha pra ir até a academia fica mais fácil. Então vamos policiar essa mania de redes sociais pelo menos na hora de dar trégua ao corpo.

 

É isso, meu povo! Espero que as dicas ajudem de alguma forma. Hora de parar com as desculpas e movimentar o corpitcho.  🙂

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Besan…quoi?

De Maneira Alguma...

Ouvi dizer que 2014 virou 2015, rápido, sutil a ponto de nem me dar conta da mudança. Quando sinto a testa franzindo ao sentir o vento congelante, me pergunto se de fato cheguei ou se estou num limbo ou espécie de universo paralelo. Esse negócio de cair a ficha e tudo mais, vocês sabem. Ainda não tive o estalo, deve chegar em breve. Em dado momento do ano passado decidi fazer um breve intercâmbio. Respirar novos ares, melhorar meu francês preguiçoso. Escolhi uma cidade do interior, mandei alguns (tantos) e-mails, juntei documentação de uma vida inteira, dei um beijo nos meus pais e abraços nos amigos, preparei as malas na véspera e fui. Meio reckless: nem conhecia a cidade, que não tem aeroporto e fica relativamente distante de Paris (isso mesmo, para tristeza dos amigos que de imediato associaram França a Paris). Vale lembrar que nunca tinha andado sozinha…

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Besançon, França – as primeiras impressões

De Maneira Alguma...

Coerência não é o meu forte, então antes de contar um pouco sobre a cidade – aquelas informações gerais sobre população, localização, temperatura, etc -, ou sobre o curso, resolvi começar pelas minhas primeiras impressões. Acho que cabe retomar toda a treta que me acompanhou na véspera da viagem, porque se fosse sem emoção não teria graça e eu adoro viver perigosamente (mentira, nem sou tão aventureira assim mas a vida vive mandando indiretinhas pra ver se mudo).

De trem, o percurso de Paris a Besançon leva mais ou menos 2h20. Precisaria estar aqui no dia 26 de janeiro às 8h. Devido a alguns erros de percurso, minha passagem de trem estava marcada para o dia 26 às 14h53. Fofa e deliciosa a vida. Chegaria em Paris no dia 25, às 13h, e até teria um tempo para ser feliz. Por pedidos da escola, abortei os planos e comprei uma…

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